quinta-feira, 28 de abril de 2011

Baixo consumo calórico na gestação prejudica o desenvolvimento cerebral do bebê.


Estudo publicado no journal Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que mães com dietas com baixas calorias correm maior risco de ter bebês com problemas comportamentais e baixo QI. O problema é que quando não chegam alimentos em quantidade suficiente no bebê, principalmente no início da gestação, há menor formação de conexões neurais no feto. O efeito parece ser ainda pior em adolescentes grávidas - que ainda estão em fase de crescimento - e gestantes mais velhas, cuja placenta é menos eficiente no fornecimento de nutrientes para o bebê. O ideal, portanto é que as mulheres preparem-se para engravidar, consumindo uma dieta variada, rica em frutas e verduras e com calorias suficientes. Além disso o pré-natal é fundamental afim de que o ganho de peso gestacional e o estado de saúde da mãe e do bebê sejam acompanhados.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Propriedades anti-cancerígenas do azeite de oliva extra-virgem

Azeite extra-virgem de boa qualidade (aquele extraído por prensagem, sem adição de calor e angentes químicos de tratamento) contém fitoquímicos que levam à morte das células cancerígenas e decorrência da supressão do gene HER2. Esta é a conclusão de uma pesquisa publicada no BMC Cancer. Os autores do estudo advertem porém que as dosagens utilizadas no estudo não são usuais na dieta humana, que deve ser complementada com outros bons hábitos como maior consumo de frutas e verduras, baixo consumo de bebidas alcoólicas e prática regular de atividade física.

Para saber mais: Javier A Menendez, Alejandro Vazquez-Martin, Rocio Garcia-Villalba, Alegria Carrasco-Pancorbo, Cristina Oliveras-Ferraros, Alberto Fernandez-Gutierrez and Antonio Segura-Carretero. Anti-HER2 (erbB-2) oncogene effects of phenolic compounds directly isolated from commercial Extra-Virgin Olive Oil (EVOO). BMC Cancer (in press).

domingo, 23 de janeiro de 2011

Azeite de oliva extra-virgem protege o fígado

Em um estudo publicado no Nutrition and Metabolism , ratos foram expostos ao herbicida tóxico ácido 2,4-diclorofenoxiacético. O mesmo causa estresse oxidativo e danos ao fígado. Este mesmo estresse oxidativo também aumenta o risco de doenças neurodegenerativas, cardiovasculares, câncer e diabetes. Na pesquisa, todos os ratos expostos ao herbicida desenvolveram disfunções hepáticas. Porém, naqueles que receberam o azeite, o dano foi diminuído. Isto ocorre pois o azeite é rico em compostos fenólicos com propriedades antioxidantes e protetoras. Outros alimentos ricos em compostos fenólicos são os chás (como chá verde e chá de hibiscus), o cacau, as uvas, o açaí... Mas voltando ao azeite, o mesmo ainda é rico no ácido graxo oléico que diminui o risco de oxidação da LDL (o "mau colesterol") e, portanto, de aterosclerose. Mas não vale comer uma refeição rica em frituras e gorduras ruins e regar com azeite. O ácido graxo oléico deve substituir as gorduras saturadas e trans da dieta. Escolha uma boa marca, sem aceitar aquelas com misturas de óleos (por exemplo azeite + óleo de soja). Como é um produto importado acaba sendo mais caro que os outros óleos mas vale a pena. Retire as guloseimas, sorvete, biscoitos, refrigerantes e sucos industrializados do carrinho. Economize e faça o azeite entrar de vez no cardápio da sua família.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como saber se o ovo esta fresco e bom p/ o consumo

Coloque o ovo em um copo cheio d'agua com uma pitada de sal.
Se o ovo afundar ele esta bom para consumo.
Mas se o ovo subir ele não esta bom para o consumo.

Todo ovo tem um saco de ar interno. À medida que ele envelhece, o saco aumenta a ponto de fazê-lo flutuar. Portanto, ficou em pé e flutuou, está passado, dançou.

Mirtilo protege contra hipertenção

 O mirtilo (em inglês blueberry) é um fruto rico em antocianinas, nativo da américa do norte. De acordo com estudo publicado em 2010 no American Journal of Clinical Nutrition, indivíduos com dieta mais rica neste fruto tem menor risco de desenvolver hipertensão, a qual é fator de risco para infartos e derrames. Para quem mora no Brasil achar mirtilos não é fácil - nem barato - mas existem outros vegetais ricos em antocianinas como amoras, morangos, ameixas, repolho, cebola vermelha e toranja. Outros flavonóides também podem ser encontrados nos chás, em sucos de frutas, chocolate com alto teor de cacau e vinho tinto. 
Outro estudo (este de 2011) mostrou que mais importante do que comer uma grande quantidade de uma única fruta (como o mirtilo), é variar bastante o cardápio. E continua valendo a máxima: quanto mais colorido o prato, melhor. No estudo, a variedade, e não a quantidade estavam associados a menores valores de proteína C-reativa (um marcador inflamatório).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Menos carne vermelha, mais peixe e azeite de oliva.

Estudo da Universide Harokopio de Atenas (Grécia), publicado na Nutrition Magazine,mostrou que a adesão a uma dieta próxima à mediterrânea (com mais peixe, vegetais e azeite de oliva) e baixo consumo de carne vermelha melhora saúde óssea de mulheres. Geralmente, as análises tradicionais focam no consumo de cálcio porém já se sabe que alguns fatores aumentam a perda do mineral (como alto consumo de álcool, açúcar e proteínas), daí a importância desta pesquisa que demonstrou que a diminuição do consumo de carne vermelha e o aumento do consumo de peixes e azeite tem um impacto positivo na saúde óssea. Estudos recentes também demonstraram o benefício deste tipo de dieta na perda de peso e no combate ao câncer.

Obesidade aumenta risco de pedra nos rins

De acordo com o pesquisador Brian R. Matlaga, a obesidade de qualquer grau aumenta o risco de litíase renal (pedras nos rins).  O estudo publicado no Journal of Urology, mostrou que não importa se o IMC é 30 kg/m2, 40 ou 50 kg/m2, o risco é o mesmo. As causas da litíase em indivíduos obesos ainda não estão completamente esclarecidas mas provavelmente envolvem fatores metabólicos e endócrinos, associados a hábitos como um maior consumo de sal.

Crianças obesas são mais alérgicas

Um novo estudo publicado na edição do Journal of Allergy and Clinical Immunology mostrou que crianças e adolescentes obesos são mais propensos à alergias, especialmente às alimentares. Após análise de 4.111 indivíduos entre 2 e 19 anos, observou-se que os níveis da imunoglubulina IgE e dos níveis de anticorpos específicos para diferentes alergias estavam cerca de 26% mais aumentados dentre os obesos. Porém, o estudo não conseguiu mostrar se a obesidade causa mais alergias, se as alergias favorecem o ganho de peso ou ambos. De qualquer forma, é uma nova área de interesse para a pesquisa visto que tanto a obesidade quantas as alergias vem aumentando nos últimos anos.